08
Apr

  Portugal Histórico

Évora, Cidade-Museu

O passado aqui tão perto.



Devem-se à natureza a posição em latitude, a formação do solo e a situação geográfica; o resto é obra da civilização, que elabora, semeia, introduz, destrói, ordena e melhora

Évora é uma cidade portuguesa situada em pleno coração alentejano. Sob o epíteto de cidade museu, como ficou conhecida após ter sido considerada Património Mundial pela Unesco, o seu centro histórico apresenta um vasto leque de testemunhos de diversas civilizações e culturas.
Terra de Celtas, Romanos, Mouros e Judeus, Évora é, de facto, um museu a céu aberto.:Entrar no seu centro histórico, é com entrar no passado sem necessitar de fazer uma viagem no tempo. E como estar no passado e no presente simultaneamente? É tão fácil, reserve um fim de semana, e venha experimentar.
Esteja atento:
Por mais que se passe, pelas suas ruelas e travessas, há sempre um pormenor que passa despercebido ao primeiro olhar!
A arquitectura dos muitos antigos casarios espalhados pela cidade, escondem pormenores que sobreviveram no tempo e que  são de grande beleza artística.

A história cultural de uma povoação é uma mais valia para a afirmação da sua identidade. Com o que ainda resta de outras memórias longínquas, pode-se deduzir o que foi, no passado, o espaço que hoje temos a oportunidade de contemplar.

»»Sugestões de Visita

Do período Megalitico: Do período pré-histórico, encontra-se, no território de Évora, aquele que é considerado o mais importante monumento megalítico da Península Ibérica, o  Cromeleque dos Almendres. Tanto pelas suas dimensões, como pelo seu estado de conservação, este monumento é também um dos mais importantes da Europa. Foi identificado na década de 60 pelo arqueólogo Henrique Pina.

Relativamente perto deste recinto megalítico, encontra-se um menir isolado de grande dimensão, o Menir dos Almendres.

Onde fica: Situa-se na freguesia da aldeia de Nossa Senhora da Guadalupe, a cerca de 13 Km da cidade de Évora.

Como chegar: Saia de Évora em direcção a Lisboa. Corte em direcção a Guadalupe, passe pela aldeia, e depois basta apenas seguir as indicações. O caminho depois da aldeia é de terra batida, mas está em bom estado de conservação.


  • Cromeleque dos Almendres - Guadalupe, Évora
  • Menir dos Almendres - Guadalupe, Évora

Do período Romano: O principal testemunho da Ebora romana é o Templo Romano. Foi durante muito tempo chamado de Templo de Diana, por se pensar que tinha sido dedicado a esta deusa. Actualmente essa tese foi refutada, presumindo-se que o denominado templo tivesse sido construído em homenagem ao Imperador Augusto. À parte estas confusões, este templo é realmente belo. Situa-se na acrópole da cidade (a parte mais alta), no  Largo Conde de Vila Flor, rodeado pela Biblioteca, pelo Museu, pelo Palácio dos Duques de Cadaval e pelo jardim Diana, onde pode fazer uma pausa para um cafezinho, contemplar o templo e se refugiar do calor alentejano.

* Deste período, foram ainda encontradas vestígios que pertenciam a uma estância termal. Estas estruturas foram achadas no subsolo dos Paços do Concelho.

  • Perspectiva da Muralha da cidade
  • Templo Romano
  • Templo Romano

Do período Muçulmano: Yabura, foi como lhe chamaram os Mouros quando a conquistaram aos visigodos, por volta do ano de 714. Da Évora muçulmana, pouco é o que nos chega. Sabe-se que reconstruiram a muralha romana,  devido à presumível degradação em que esta se encontraria. Segundo fontes históricas, Yabura possuíria dois alcáceres (castelos). Um deles, o novo, situar-se-ia na zona da acrópole romana (onde hoje se situa o templo romano), local onde também se situaria uma mesquita.

Actualmente, a freguesia de S.Mamede, é conhecida pela zona da Mouraria. O traçado do seu casario e a toponímia das ruas assim o testemunham. Esta freguesia, no passado, seria um arrabalde onde habitaria a comunidade Moçárabe (cristãos sob domínio muçulmano). Após a reconquista cristã, os mouros foram deportados para esta zona , convertendo-a em Mouraria.

*Vale a pena uma visita por esta zona. Se estiver perto do Templo Diana, desça por uma das ruas perpendiculares ao jardim. Encontrará o edificio do IEFP, basta seguir por qualquer umas das travessa que encontrar. Estará na antiga Mouraria.

*Encontra-se no Museu de Évora, uma lápide árabe, com inscrição comemorativa da reconstrução de Évora no inicio do século X.

  • Rua da Mouraria, Évora
  • Mouraria, Évora
  • Alcaçaria - termo de origem árabe que significa arruamento de lojas

Do período Cristão: Da Évora desde os tempos medievais, chegam até nós, e comunicam através da sua esplendorosa arquitectura, os seguintes monumentos:

 - Sé Catedral: Monumento emblemático da cidade de Évora, esta catedral terá sido construída entre os séc. XIII e XIV. Caracteriza-se por ter uma arquitectura marcada pela transição do estilo românico para o gótico, e é tida como uma das mais importantes manifestações do estilo gótico no Sul de Portugal. Original nas suas formas arquitectónicas, conjuga estilos diferentes numa linguagem muito própria, que a torna, deste modo, num exemplar único em Portugal.

Destaque para as figuras esculpidas dos 12 apóstolos, á entrada da Igreja.

No complexo desta igreja, econtram-se ainda o Tesouro e o museu de Arte Sacra, com um espólio riquíssimo.

*Situa-se no Largo Marquês de Marialva. A partir da Praça do Giraldo, siga até ao final da rua 5 de Outubro.

- Igreja de S.Francisco e a Capela dos Ossos: A Igreja de S.Francisco destaca-se pela beleza da sua arquitectura. De estilo Gótico-Manuelino, foi construída entre 1480 e 1510. É uma Igreja bastante importante no contexto histórico-cultural do país, pensa-se que terá sido a primeira casa da Ordem Franciscana em Portugal.

Vale a pena conferir a sua beleza, não esqueçendo a visita á famosa Capela dos Ossos, que fica no mesmo complexo.

Situa-se no Praça 1º de Maio, junto ao Mercado Municipal.

- Igreja dos Meninos da Graça - Outro exemplar de grande beleza arquitectónica. Merece destaque a a particularidade da sua fachada renascentista (XVI), que exibe quatro imponentes esculturas de granito (ou atlantes como são referidos). Daí advém o nome pelo qual é conhecida, Meninos da Graça. É considerada como sendo o primeiro exemplar da arquitectura renascentista no Alentejo.

- Universidade de Évora - Edificio do Colégio do Espirito Santo. Engloba a igreja do Espirito Santo (séc.XVI). Merece destaque os claustros e a azulejaria de algumas salas de aulas.

-Aqueduto da Água de Prata - (séc. XVI) Remonta á época de D.João III. Estende-se desde a Rua do Cano, Porta Nova , Rua do Salvador e Rua Nova.

-Jardim Público (séc.XIX) Engloba no recinto O Palácio D.Manuel (séc.XVI), e as Ruínas Fingídas.

  • Igreja dos Meninos da Graça, Évora
  • Igreja de S.Francisco - Évora
  • Sé de Évora
  • Aqueduto da Água de Prata
  • Aqueduto da Água de Prata
  • Janela Manuelina da Casa Garcia de Resende 

Outros locais de interesse:

- Museu de Évora: Recentemente remodelado,  este museu apresenta diversas colecções de pintura (dos séculos XV e XVI), escultura (medievais e renascentistas) e peças arqueológicas (da pré-história e do período romano). Também conta com um acervo de cerâmicas, mobliário, joalharia e texteis.

Situa-se no Largo Conde de Vila Flor, em frente ao Templo Romano.

Aberto de Terça-feira a Domingo, das 10h às 18h.

Preço: 4€
Gratuito aos Domingos e Feriados até às 14h00.

- Casas pintadas de Vasco da Gama: Apesar de não estar comprovado documentalmente que estas «casas pintadas» tenham sido propriedade de Vasco da Gama,  segundo reza a tradição o almirante terá vivido em Évora de 1507 e 1519. Situadas nas imediações da Sé de Évora, na Rua Vasco da Gama, estas casas apresentam no seu pequeno claustro umas pinturas datáveis do séc XVI, apresentando motivos algo fantasiosos (animais mitológicos), que a tradição atribui à fauna que Vasco da Gama terá visto na India. Apresenta também uma capela, onde se destaca o retábulo fingido do altar-mor, com uma representação da sagrada família.

  • Representação da Sagrada Família, no interior da capela.Foto: IGESPAR
  • Frescos representando animais mitológicos - Foto:IGESPAR


   

 foodGASTRONOMIA::

Pratos típicos: Migas de espargos, Migas com carne de porco, Açorda alentejana, Sopa de cação, Ensopado de Borrego, Borrego assado no forno, Pezinhos de porco de coentrada. Sobremesas variadas, tais como Sericaia, Pão de rala, Torrão real de Évora, Encharcada do Convento de Santa Clara, Mel e Noz, Toucinho do Céu, Queijadas de Évora.

Onde ir::

€ Baixo (preço médio: entre 5 a 10€ por pax)-  Bar do IPJ, Pipa Redonda (Rua Serpa Pinto), Restaurante A Porta de Aviz, Restaurante Repas

€Médio (preço médio: entre 10 a 20€ por pax) - Adega Tipíca Quarta-Feira, Restaurante Almedina, Adega Típica Vinho e Noz; Marisqueira Jaime; Restaurante O Alentejo;

€ Médio/Alto (preço médio: a partir de 25€ por pax)  - Tasquinha do Oliveira, Botequim da Mouraria,  Restaurante o Antão,  Restaurante o Fialho,   D.Joaquim,  Jardim do Paço; Restaurante o  Aqueduto.

camaAlojamento::

Onde Dormir::

€ em conta (entre 15 e 40€) - No centro histórico, na Praça do Giraldo/ou próximo: Évora Chiado Inn, Hostel Sant´Antão, Old Évora, Casa Palma.

 intermédio (entre 40 a 80 €) - No centro histórico: Solar de Monfalim, Albergaria do Calvário. Fora do centro histórico: Albergaria Vitória, EvoraHotel, Hotel Ibis.

€ deluxe (superior a 80€ ) - No centro histórico: Pousada dos Loios M´ar de Ar Muralhas (antigo Hotel da Cartuxa), M´ar de Ar Aqueduto. Fora do centro histórico: Hotel Convento do Espinheiro.

drinkLazer::

Onde saír::

No centro histórico, existe uma grande variedade de opções,  desde as esplanadas na Praça do Giraldo, aos cafés na Praça do Sertório ou no Largo 1º de Maio.

À noite, para um café, o Bar do Teatro Garcia de Resende é uma excelente opção.

Se pretender algo mais tradicional, não pode perder um abafado na Tasca do Sr. Manuel, mais conhecido por Manel dos Potes, lá para os lados da Mouraria.

  • img_4852Praça do Giraldo - Évora
  • img_4225Vinicultura - Évora



Actualizado em Quarta, 08 Abril 2015 23:49
 

U
m homem precisa viajar! Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.Amyr Klink





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